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SEFAZ-RS: Vendas da indústria registram sexta quinzena consecutiva de variações positivas no Estado

A Receita Estadual divulgou na quinta-feira (24/09) a 25ª edição do Boletim sobre os impactos da COVID-19 nas movimentações econômicas dos contribuintes de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS) do Rio Grande do Sul.

Conforme a publicação, que é baseada nos dados dos documentos fiscais eletrônicos e outras informações fiscais, as vendas da indústria registraram variações positivas frente a períodos equivalentes de 2019 pela sexta quinzena consecutiva, corroborando o cenário de retomada das atividades econômicas. O Boletim com os principais indicadores econômico-fiscais do Estado está disponível no site da Secretaria da Fazenda e no Receita Dados (portal de transparência da Receita Estadual).

A Indústria apresentou indicador de +4,0% entre 5 e 18 de setembro, dando sequência ao que já vinha ocorrendo nos últimos cinco períodos de análise. Com o resultado, a atividade industrial ainda apura queda no acumulado desde o início da pandemia (16 de março a 18 de setembro), na ordem de -4,5%. Entre os 19 setores industriais analisados, a quantidade de “ganhadores”, cuja variação é positiva comparando os últimos 14 dias com o mesmo período do ano anterior, na última quinzena foi de 14, restando quatro setores com variações negativas e um com situação neutra. A média dos ganhos dos setores de variação positiva foi de +17,9% e a média dos “perdedores” foi de -7,2%.

Um dos destaques foi o industrial de Metalurgia, com +24,6%, impactado pelas vendas de insumos de construção civil. O setor Coureiro-Calçadista também merece destaque, apesar de ainda estar no patamar de perdas, a variação da quinzena foi o melhor resultado desde o início da crise: -19,8%. Com isso, o acumulado do segmento passou de -47,2% para -45,1%. Já as empresas do setor Têxtil, um dos mais afetados no período acumulado, apresentaram variações positivas pela quarta quinzena consecutiva (+6,4%).

O industrial de Plásticos, por sua vez, registrou indicador positivo na ordem de dois dígitos pela terceira vez seguida (+26,1%, +25,0%, +19,3%), confirmando a retomada do setor. O desempenho dos setores do agronegócio também foi, novamente, animador: já são quatro períodos em sequência com todos performando positivamente.

A atividade Varejista registrou indicador interanual positivo de +2,0% na última quinzena (5 a 18 de setembro), em comparação com o mesmo período de 2019. Essa foi a quarta quinzena consecutiva sem apresentar variação negativa para a atividade.

Os setores que mais contribuíram para o resultado foram de Supermercados (+11,9%), Material de Construção (+19,3%), Lojas de Departamento e Magazines (+28,8%), Eletroeletrônicos (+16,6%) e Móveis (+20,9%). Já os setores com queda foram os varejistas de Vestuário (-20,0%), Combustíveis (-12,7%) e Veículos (-2,7%).

A maior queda acumulada no período de crise é do setor de Vestuário (-42,5%). No acumulado, a atividade varejista ainda apura queda de -7,8%.

O Atacado, por fim, apresentou estabilidade no período, com -0,5% de variação. A queda acentuada protagonizada pelo atacado de Combustíveis (-26,7%) e a leve queda do setor de Alimentos (-4,9%) foram compensadas principalmente pela variação positiva dos setores de Material de Construção (+29,6%), Insumos Agropecuários (+5,6%), Veículos (+16,5%) e Medicamentos (+14,1%). Com isso, o segmento atacadista tem ganho acumulado de +2,8% desde o início da pandemia.

Outro indicador importante de retomada é a emissão de notas eletrônicas (NF-e + NFC-e), que registrou variação positiva pela quinta quinzena consecutiva frente a períodos equivalentes de 2019, com +2,3% de aumento. O pior resultado do indicador ocorreu no início de abril, com -18,7% de variação.

No acumulado (16 de março a 18 de setembro), a redução é de -3,4%. Ou seja, cerca de R$ 66 milhões deixaram de ser movimentados, em operações registradas nas notas eletrônicas, a cada dia.

Arrecadação parcial do ICMS de setembro é positiva

A visão parcial da arrecadação de ICMS em setembro, até o dia 15 do mês, corrobora o cenário de recuperação, indicando crescimento de +13,7% (R$ 270 milhões) na comparação com o mesmo período de 2019, em números atualizados pelo IPCA. Dessa forma, a arrecadação acumulada no ano agora é de R$ 24,56 bilhões ─ uma queda de R$ 1,20 bilhão (-4,7%) frente ao obtido em 2019.

O resultado dá sequência ao desempenho positivo verificado em agosto, que registrou crescimento de 1,7% (R$ 50 milhões). Antes, a arrecadação de ICMS havia crescido 4,0% em janeiro e 6,7% em fevereiro, seguido por quedas de -0,3% em março, -14,8% em abril, -28,6% em maio, -13,9% em junho e -5,3% em julho.

Confira a Edição 25 do Boletim clicando aqui

Para acessar o Receita Dados e conferir informações diárias e em tempo real sobre arrecadação, documentos eletrônicos, combustíveis, entre outros, clique aqui.


Fonte: SEFAZ-RS.

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